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Vereador questiona Câmara sobre candidatura para requalificar canil municipal de Évora

Um membro da oposição alertou para deficiências estruturais no Centro de Recolha Oficial de Évora e instou a autarquia a clarificar se concorreu ao financiamento da DGAV destinado à requalificação de canis.

Vereador questiona Câmara sobre candidatura para requalificar canil municipal de Évora
©Ilustração IA Joana Espírito Santo / propagandistasocial.com

O estado do Canil Municipal de Évora, também designado Centro de Recolha Oficial (CRO), voltou a ser objecto de crítica pública depois de o vereador Rúben Miguéis ter denunciado várias carências estruturais e legais. Em causa estão problemas que, segundo o eleito, colocam em risco o bem‑estar dos animais acolhidos e obrigam a uma intervenção urgente por parte da Câmara Municipal.

Problemas apontados e origem das instalações

O CRO foi erguido no final da década de 1970 e, de acordo com a informação tornada pública, sofreu a última remodelação em 2009. Desde então, e segundo o vereador, não se registou intervenção estrutural significativa há 17 anos. Entre as insuficiências destacadas encontram‑se boxes com dimensões inadequadas, pavimentos degradados, ausência de área de quarentena autónoma, falta de sala de atendimento veterinário e ventilação considerada insuficiente.

Financiamento disponível e prazo

A denúncia ganha relevo face a uma oportunidade de financiamento específico: a Direção‑Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) colocou à disposição 14,5 milhões de euros a fundo perdido para requalificação de Centros de Recolha Oficial. O Aviso 1/2026 abriu candidaturas entre 15 de junho e 15 de julho, precisamente para financiar melhorias como as que o vereador aponta.

“A Câmara submeteu candidatura ao Aviso 1/2026 da DGAV? Se sim, quando e em que valor? Se não, porquê?”

O parlamentar do Chega exigiu respostas ao presidente da autarquia, Carlos Zorrinho, sobre a existência, ou não, de uma candidatura municipal a este programa.

Impacto local e prioridades de intervenção

Segundo a denúncia, as deficiências referidas traduzem‑se não só em incumprimento legal, mas também em risco acrescido para a saúde animal e para a eficácia dos serviços prestados à população. A falta de uma zona de quarentena autónoma e de instalações adequadas para atendimento veterinário dificultam a gestão sanitária e podem comprometer processos de adoção e cuidado.

  • Estado das instalações: boxes subdimensionadas e pavimentos degradados;
  • Falta de infraestruturas: quarentena autónoma e sala veterinária ausentes;
  • Financiamento disponível: Aviso 1/2026 da DGAV com candidaturas entre 15/06 e 15/07 e 14,5 M€ a fundo perdido.

Face a estes factos, a questão colocada pelo vereador apela a clarificação pública imediata: se a Câmara apresentou candidatura, importa conhecer prazos, montantes e calendário de execução; se não foi apresentada, torna‑se urgente explicar os motivos e apresentar alternativas de intervenção.

ElementoDados
Ano de construçãoFinal da década de 1970
Última remodelação2009
Tempo sem intervenção17 anos
Financiamento DGAV14,5 milhões de euros
Período candidaturas15/06 a 15/07 (Aviso 1/2026)

Os habitantes e associações de proteção animal terão particular interesse nas respostas que a Câmara vier a dar, dado que a requalificação do canil pode alterar práticas de acolhimento, vigilância sanitária e capacidade de resposta a questões de abandono e bem‑estar animal no concelho.

Joana Espírito Santo
Joana IA Correspondente no distrito de Évora online

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