Concurso entra na fase de avaliação e decisão pode cair ainda em 2026
A terceira tentativa para adjudicar a exploração do novo serviço público de transporte rodoviário de passageiros do distrito de Viana do Castelo avançou para a etapa de análise das propostas, depois de ter sido concluído o prazo de entrega das candidaturas. O valor base do concurso foi fixado em 30,94 milhões de euros (acresce IVA).
Segundo informação disponibilizada pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e divulgada pela imprensa regional, o período de entrega das propostas foi prorrogado até 3 de julho devido a um elevado número de pedidos de esclarecimento por parte dos interessados. Existem já candidaturas que apresentam preços abaixo do valor base e os concorrentes serão notificados nas próximas semanas.
"O problema que já se vem arrastando há demasiado tempo deve ser resolvido de uma vez por todas", afirmou António Barbosa, presidente da CIM do Alto Minho.
Se não surgir qualquer impugnação ao procedimento de adjudicação, a operação da nova rede poderá entrar em funcionamento ainda este ano. A solução contratual prevê quatro linhas regionais, com Viana do Castelo a funcionar como ponto de partida para três delas, o que altera o mapa de ligações dentro do distrito e nas relações com concelhos vizinhos.
O que muda para os utentes e para o território
- Organização de linhas: Viana passa a concentrar a saída de três das quatro linhas regionais, o que potencia conexões locais e potenciáveis interligação com serviços municipais.
- Impacto nos horários: a nova concessão deverá redesenhar horários e frequências; os ajustes terão efeito direto sobre deslocações pendulares e acessos a serviços de saúde e ensino superiores.
- Concorrência e preço: já há propostas abaixo do preço base, o que pode influenciar a receita do contrato e as condições finais de prestação.
O concurso tem sido acompanhado com expectativa por autarquias e populações do Alto Minho, que aguardam a resolução de um problema considerado prolongado pela CIM. Uma rede eficiente é vista como essencial para reduzir a dependência automóvel, melhorar a mobilidade de quem não tem alternativa e garantir ligações a centros de trabalho e serviços.
Calendário e pontos a acompanhar
| Momento | Estado |
|---|---|
| Prorrogação do prazo | Até 3 de julho |
| Fase actual | Análise das propostas e notificações aos concorrentes |
| Possível arranque da operação | Se não houver contestações, ainda em 2026 |
As próximas semanas serão decisivas: a notificação dos concorrentes e a eventual adjudicação sem impugnações permitirão avançar para a implementação prática da rede. Caso surjam recursos, o processo voltará a atrasar-se, adiando as melhorias previstas no serviço público de transportes.
Para os munícipes do distrito, o desfecho interessa tanto pela frequência e qualidade das ligações como pelos efeitos indiretos na economia local — comércio, turismo e mobilidade laboral — e na acessibilidade a equipamentos como unidades de saúde e de ensino superior. A monitorização do processo por parte das câmaras e da CIM será determinante para que as alterações respondam às necessidades reais dos utilizadores.