Política Loures Distrito de Lisboa

CDU denuncia protocolo urbanístico em Loures que pode ter prejudicado cofres municipais

A CDU/Loures apresentou queixa ao Ministério Público alegando que a Câmara, liderada por Ricardo Leão, aceitou a cedência de terrenos não avaliados em troca de uma compensação de <strong>1,1 milhões</strong> de euros, em operação aprovada em 23 de abril.

CDU denuncia protocolo urbanístico em Loures que pode ter prejudicado cofres municipais
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

Protocolo aprovado em abril suscita queixa ao Ministério Público

A CDU/Loures apresentou uma participação ao Ministério Público por alegadas irregularidades num protocolo urbanístico aprovado pela Câmara Municipal de Loures na reunião de 23 de abril. Em causa está a substituição do pagamento em dinheiro de 1,1 milhões de euros, relativos a uma operação urbanística em Santo António dos Cavaleiros, pela cedência de dois terrenos em Santa Iria de Azóia.

Segundo o vereador da CDU, Gonçalo Caroço (PCP/PEV), a proposta aprovada permite que o urbanizador deixe de pagar a quantia devida ao município e ceda terrenos que não foram avaliados, contrariando a legislação que determina o pagamento em dinheiro quando a avaliação dos terrenos não é possível.

"O urbanizador podia pagar um milhão e 100 mil euros ao município ou ceder terrenos que valessem esse montante. Aquilo que aconteceu foi que o presidente da Câmara apresentou uma proposta em que o urbanizador não paga absolutamente nada e cede dois terrenos que não foram avaliados"

O protocolo mereceu os votos favoráveis do PS, que lidera o executivo municipal com maioria, e do PSD, a abstenção do Chega e o voto contra da CDU. A queixa da CDU/Loures — a segunda apresentada ao Ministério Público no espaço de um ano sobre operações urbanísticas no concelho — baseia-se também em pareceres e análises jurídicas solicitadas pela própria coligação.

  • Questão central: troca de 1,1 milhões de euros por terrenos não avaliados.
  • Impacto direto: potencial menos-valia financeira para os cofres municipais.
  • Consequência política: confronto entre oposição (CDU) e executivo liderado por Ricardo Leão.

Para os habitantes de Loures, as dúvidas suscitadas pela CDU têm implicações concretas: afetam a transparência na gestão do solo urbano, a receita disponível para serviços municipais e a confiança nas decisões sobre operações imobiliárias que transformam bairros como Santo António dos Cavaleiros e Santa Iria de Azóia.

Item Detalhe
Valor em causa 1,1 milhões de euros
Data da aprovação 23 de abril
Votos na Câmara PS e PSD a favor; Chega absteve-se; CDU contra

A Câmara terá de justificar a opção pela cedência dos terrenos em vez do pagamento em numerário, especialmente se não houve avaliação desses terrenos, conforme aponta a CDU. A tramitação da queixa junto do Ministério Público poderá levar a investigações que clarifiquem procedimentos técnicos e jurídicos adotados no processo.

Até ao momento, não há indicação pública de decisões ou explicações adicionais por parte do executivo municipal além do que foi aprovado em reunião de Câmara. A investigação da queixa e eventuais respostas da Câmara serão seguidas pela redação com atenção, dado o impacto financeiro e urbanístico que o caso pode ter para o concelho.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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