O mais recente Índice Global de Habitabilidade, divulgado em 2026 e citado pela BBC, apontou Copenhaga como a cidade que oferece melhores condições de vida no mundo, repetindo a liderança alcançada em 2025. O estudo valoriza critérios como saúde, educação, infraestruturas, cultura e meio ambiente, numa avaliação que coloca também cidades austríacas, australianas, suíças, japonesas e canadianas entre as mais bem classificadas.
Resultados e motivações das pontuações
Copenhaga alcançou pontuações máximas em educação, estabilidade e infraestruturas, além de elevados índices em cultura e meio ambiente. Moradores entrevistados pela BBC destacam a mobilidade ciclável e o acesso a zonas de água urbana como fatores decisivos para a qualidade de vida.
"Essa combinação de infraestruturas para ciclistas, água urbana própria para banho e uma escala genuinamente propícia para caminhadas e ciclismo é algo em que não encontrei em mais sítio nenhum",
Além de Copenhaga, o ranking apresenta, por ordem, Viena, Melbourne e Sydney entre as primeiras posições. Viena, que já ocupou o primeiro lugar, manteve pontuações muito altas especialmente nas áreas da saúde e da educação, com moradores a valorizar a facilidade de deslocação a pé e pelos transportes públicos e espaços de pausa como cafés junto ao Danúbio.
Top 10 de 2026
| Posição | Cidade |
|---|---|
| 1 | Copenhaga, Dinamarca |
| 2 | Viena, Áustria |
| 3 | Melbourne, Austrália |
| 4 | Sydney, Austrália |
| 5 | Zurique, Suíça |
| 6 | Genebra, Suíça |
| 7 | Osaka, Japão |
| 8 | Adelaide, Austrália |
| 9 | Vancouver, Canadá |
| 10 | Tóquio, Japão |
Implicações e aspetos a reter
O índice sublinha que a qualidade de vida urbana resulta de múltiplos fatores combinados: desde os serviços públicos de saúde e a robustez do sistema educativo até às redes de transporte e à presença de espaços naturais e culturais. As cidades nórdicas e centro-europeias voltam a evidenciar ganhos quando existe planeamento que favorece a mobilidade sustentável e o acesso a infraestruturas de qualidade.
- Mobilidade: bicicletas e transporte público como eixos centrais da vivência urbana;
- Ambiente: espaços de água e áreas verdes valorizadas pelos residentes;
- Serviços: sistemas de saúde e educação com elevada pontuação influenciam decisivamente as posições no índice.
Para Portugal, os resultados reforçam debates sobre políticas urbanas: investir em infraestruturas sustentáveis, melhorar o acesso aos serviços de saúde e educação e preservar espaços públicos pode ser determinante para elevar a qualidade de vida nas cidades. O ranking serve igualmente como comparador internacional e fonte de reflexão para gestores urbanos e cidadãos que procuram modelos replicáveis de bem-estar urbano.