Queda mensal em Torres Vedras, mas desemprego mantém perfil de longa duração
Segundo os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de junho de 2026 havia 264 517 desempregados inscritos nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas. No concelho de Torres Vedras estavam registadas 1 644 pessoas desempregadas — 690 homens e 954 mulheres —, o que representa uma redução de 117 indivíduos face ao mês anterior.
Embora a diminuição mensal seja positiva, os dados locais mostram fragilidades que condicionam a capacidade de retorno ao emprego de parte dos residentes. Em termos de duração, 981 inscritos têm menos de um ano de desemprego, enquanto 663 já ultrapassam esse limiar, o que aponta para uma componente significativa de desemprego de média e longa duração no concelho.
| Indicador | Mafra | Torres Vedras |
|---|---|---|
| Total de desempregados | 1 185 | 1 644 |
| Homens | 505 | 690 |
| Mulheres | 680 | 954 |
| Inscritos há <1 ano | 810 | 981 |
| Inscritos há >1 ano | 375 | 663 |
As faixas etárias mais afetadas em Torres Vedras são as dos 35-54 anos (709 inscritos) e as dos com mais de 55 anos (466). Seguem-se os 25-34 anos (331) e os menores de 25 anos (138), o que evidencia maior concentração do desemprego em trabalhadores de meia-idade e séniores.
- Procura do 1.º emprego: 103 pessoas em Torres Vedras;
- Procuram novo emprego: 1 541 inscritos;
- Colocações registadas em Mafra durante junho: 27 (dados disponíveis para o concelho vizinho).
O nível de escolaridade entre os desempregados no concelho vizinho de Mafra — informação que ilustra o perfil regional — aponta para maior concentração no ensino secundário (543 casos) e um total de 242 com curso superior. Estes elementos assumem relevância para Torres Vedras ao avaliar medidas de reconversão, formação e políticas ativas de emprego.
Quanto às entradas registadas no mês, em Mafra houve 190 novas inscrições (79 homens e 111 mulheres), cujas origens incluem fim de contratos não permanentes (102) e despedimentos (36), entre outros motivos. Estes fluxos ilustram dinâmicas do mercado de trabalho que também condicionam o ritmo de inserção em Torres Vedras.
Para os responsáveis locais e cidadãos, os números traduzem dois desafios concretos: acelerar a transição de inscritos de longa duração para empregos sustentáveis e articular ofertas de formação com as áreas profissionais que absorvem mão‑de‑obra na região.
No plano imediato, as autoridades locais e o IEFP dispõem de instrumentos para promover encaminhamentos, estágios e formações. A persistência de um núcleo relevante de desemprego com mais de um ano e a concentração em faixas etárias médias exigem, porém, respostas específicas que combinem formação, requalificação e cooperação com o tecido empresarial local.