Queda homóloga de dois dígitos coloca Madeira entre as regiões com maior redução
O desemprego registado na Região Autónoma da Madeira apresentou em Junho uma redução homóloga de 10,7%, com um total de 4.998 pessoas inscritas no final do mês, segundo os dados divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Face a Junho de 2025 houve menos 600 desempregados, resultado que posiciona a Madeira como a segunda região do país com uma descida homóloga mais acentuada, apenas atrás do Norte (-14,3%).
Também na comparação mensal a evolução foi positiva: entre Maio e Junho o número de inscritos diminuiu de 5.360 para 4.998, menos 362 pessoas, o que corresponde a uma queda de 6,8%, acima da média nacional (-3,7%).
Os restantes indicadores do mercado de trabalho regional registaram movimentos heterogéneos ao longo do mês e no ano:
- Ofertas de emprego por satisfazer: passaram de 425 para 445 (+4,7% homólogo).
- Desempregados inscritos ao longo do mês: reduziram-se de 667 para 567 (-15,0% homólogo).
- Ofertas de emprego recebidas: baixaram de 199 para 148 (-25,6% homólogo).
- Colocações efectuadas: recuaram de 126 para 100 (-20,6% homólogo), apesar de um aumento mensal observado entre Maio e Junho.
| Indicador | Junho 2025 | Junho 2026 | Variação homóloga |
|---|---|---|---|
| Desempregados inscritos (final de mês) | 5.598? | 4.998 | -10,7% |
| Ofertas por satisfazer | 425 | 445 | +4,7% |
| Inscritos ao longo do mês | 667 | 567 | -15,0% |
| Ofertas recebidas | 199 | 148 | -25,6% |
| Colocações efectuadas | 126 | 100 | -20,6% |
Na comparação estritamente mensal, entre Maio e Junho, a Madeira registou igualmente uma melhoria significativa: o total de desempregados inscritos caiu de 5.360 para 4.998 (-6,8%), colocando a Região entre as que mais reduziram o desemprego no mês, apenas ultrapassada pelo Algarve. Nesse período verificou-se ainda uma subida das colocações de 81 para 100 (+23,5%), o melhor indicador mensal de evolução do mercado regional.
Os dados apontam para uma dinâmica laboral com sinais de recuperação, mas também com fragilidades: a diminuição das ofertas recebidas e a redução do número de colocações em termos homólogos mostram que a procura efectiva de trabalhadores nem sempre acompanha a descida do desemprego registado. Para residentes e empregadores, estas variações traduzem-se em oportunidades enquanto persistem desafios na criação sustentada de emprego com qualidade.
Para os cidadãos madeirenses interessados em procurar emprego ou seguir oportunidades, os canais do IEFP continuam a ser a referência para inscrição, consultas de ofertas e programas de emprego e formação profissional que podem reforçar a empregabilidade no arquipélago.