O distrito de Aveiro figura esta quinta-feira entre as zonas do país avaliadas com perigo muito elevado de incêndio rural pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O aviso decorre de um conjunto de fatores meteorológicos — temperatura, humidade, vento e precipitação nas últimas 24 horas — que aumentam a probabilidade de incêndios de rápida propagação.
Embora nenhum concelho do distrito tenha sido colocado no nível máximo, a classificação aponta para a necessidade de cuidados acrescidos por parte dos habitantes e de entidades com responsabilidades na gestão do território. Em todo o país, o IPMA identificou mais de 70 concelhos do interior Norte e Centro em perigo máximo, cerca de uma dezena no Alentejo e Algarve, e outros mais de 80 concelhos em risco muito elevado, entre os quais se incluem municípios do distrito de Aveiro.
Medidas e recomendações
- Evitar queimadas e fogueiras em espaços rurais e periurbanos.
- Não usar maquinaria que possa produzir faíscas em altura de risco.
- Manter vias e acessos desimpedidos para serviços de emergência.
- Seguir orientações das autoridades locais e do Serviço Nacional de Proteção Civil.
O índice de perigo é atualizado diariamente pelo IPMA e tem cinco níveis de classificação: reduzido, moderado, elevado, muito elevado e máximo. Para esta quinta-feira, apesar de uma previsão de ligeira descida das temperaturas máximas, persistem condições que justificam vigilância reforçada.
| Fator | Influência |
|---|---|
| Temperatura | Eleva o risco de ignição |
| Humidade relativa | Valores baixos favorecem propagação |
| Velocidade do vento | Contribui para espalhar fogos |
O Governo manteve, até às 23h59 desta quinta-feira, a situação de alerta em dez distritos devido ao agravamento do risco de incêndio rural, medida que implica maior prontidão dos meios de combate e vigilância. As autoridades locais apelam aos moradores para que reportem comportamentos de risco e garantam rotas de evacuação em caso de necessidade.
Para a população do distrito, além de cumprir as proibições em vigor, é determinante manter atitudes preventivas no uso do espaço rural e informar-se diariamente sobre a evolução do risco junto dos canais oficiais do IPMA e das forças de protecção civil.