Realizou‑se entre 15 e 16 de julho, na Nova School of Business & Economics, em Carcavelos (Cascais), a nona edição do EurAfrican Forum, iniciativa organizada pelo Conselho da Diáspora Portuguesa que reuniu líderes políticos, empresários, académicos e representantes institucionais de Europa e África.
Conclusões centrais e apelo à execução
O encontro, que contou com mais de 700 participantes, concentrou debates sobre oportunidades de investimento, desenvolvimento sustentável, inovação, energia, infraestruturas, comércio internacional e capital humano. Na mensagem de encerramento, o presidente da Direção do Conselho da Diáspora Portuguesa, António Calçada de Sá, defendeu uma mudança de paradigma nas relações euro‑africanas: é necessário passar da estratégia à execução, com projetos que criem riqueza local e promovam a industrialização no continente africano.
“Somos fantásticos em estratégia e em diagnóstico, mas temos de ser melhores na execução”, afirmou António Calçada de Sá.
O apelo esteve também ligado à aposta em educação, formação profissional e transferência de conhecimento, reforçando que a cooperação deve envolver empresas, universidades e instituições públicas para concretizar projetos estruturantes nas áreas da energia, infraestruturas, saúde e inovação.
Resultados práticos
Como desfecho desta edição, foi anunciada a elaboração de um White Paper com as principais conclusões e recomendações do Fórum. O documento servirá de guia para identificar iniciativas concretas que permitam transformar o diálogo em ação e gerar impacto mensurável na parceria Europa‑África.
- Local: Nova SBE, Carcavelos (Cascais)
- Datas: 15‑16 de julho de 2026
- Participantes: mais de 700 entre políticos, empresários, académicos e instituições
- Temas centrais: industrialização, energia, infraestruturas, educação e inovação
| Item | Descrição |
|---|---|
| Organizador | Conselho da Diáspora Portuguesa |
| Mensagem de encerramento | Priorizar execução de projetos que criem riqueza em África |
| Saída prevista | White Paper com recomendações e conclusões |
O Fórum teve também a presença do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, que enquadrou as discussões no quadro das relações bilaterais e multilaterais entre Portugal, a União Europeia e os países africanos. A presença de responsáveis políticos e do meio empresarial reforça a intenção de articular políticas públicas com iniciativas privadas e académicas.
Para os residentes e agentes económicos do distrito de Lisboa, especialmente em Cascais e concelhos limítrofes, o evento sublinha o papel do território como palco de diálogos internacionais e como ponto de contacto entre atores europeus e africanos. A publicação do White Paper poderá servir de referência para entidades locais interessadas em projetos de cooperação, investimento e formação que tenham impacto direto nas comunidades e nas cadeias de valor regionais.
Persistem agora o desafio e a responsabilidade: converter recomendações em projetos executáveis que gerem emprego, transferência tecnológica e capacitação local, objetivos que estiveram no centro das discussões do EurAfrican Forum 2026.