Ministério aponta retenção de provas e investiga falhas na digitalização
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) anunciou esta segunda-feira que foram identificadas situações em que exames nacionais do secundário não foram entregues logo às forças de segurança responsáveis pelo transporte para a Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM), tendo sido remetidos apenas posteriormente. Em consequência, foi iniciado um processo de verificação para avaliar a integridade das provas e corrigir eventuais problemas causados por erros na digitalização.
De acordo com a comunicação do MECI, além da hipótese de provas terem ficado retidas, foram detectadas folhas de resposta com problemas técnicos, como dobras que comprometeram a digitalização, e folhas de continuação de itens que não foram digitalizadas. Estas irregularidades motivaram a revisão das respostas em papel guardadas na INCM, com o objectivo de garantir que o material entregue aos professores para correção reflecte, efetivamente, as respostas inscritas pelos alunos nos exames em suporte físico.
“provas que não foram inicialmente entregues às forças de segurança para o transporte para a Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM), tendo sido remetidas posteriormente”
O Ministério não especificou quantas provas foram afectadas, em que estabelecimentos ocorreram as retenções nem em que momento exacto as entregas foram regularizadas. Também a PSP e a GNR, contactadas pelo Correio da Manhã, não prestaram esclarecimentos públicos sobre eventuais intervenções ou recolhas de material.
Fontes citadas no jornal apontam que o problema obrigou à mobilização de um elevado número de recursos humanos ao longo do fim de semana para repetir, em alguns casos, correções já realizadas. O MECI justifica a medida como necessária para assegurar que os itens avaliados correspondem às respostas originais dos alunos e para preservar a credibilidade do processo de avaliação nacional.
- Ministério da Educação: denunciou retenções e lançou processo de verificação.
- INCM: local onde estão arquivadas as respostas em papel sujeitas a nova verificação.
- Forças de segurança (PSP e GNR): referidas como destinatárias iniciais do transporte das provas; sem comentários públicos sobre o sucedido.
- Professores-corretores: alguns tiveram de repetir correções devido ao controlo adicional.
Uma figura pública consultada pelo mesmo diário descreveu a divulgação do caso como desnecessária, referindo que teriam sido apenas "poucas escolas" envolvidas, mas o Governo mantém a necessidade do controlo adicional em virtude dos problemas detectados na digitalização das folhas de resposta.
| Entidade | Relação com o caso |
|---|---|
| Ministério da Educação, Ciência e Inovação | Denúncia pública e coordenação do processo de verificação |
| INCM | Arquivo das respostas em papel sujeitas a nova conferência |
| PSP e GNR | Forças previstas para transporte das provas; ainda sem esclarecimentos |
| Escolas | Acusadas de, em alguns casos, não terem entregue atempadamente as provas |
As consequências imediatas prendem-se com a confiança no sistema de exames e com a carga de trabalho suplementar imposta aos professores-corretores. A investigação em curso deverá esclarecer o número de provas envolvidas, identificar as causas concretas das falhas na digitalização e determinar responsabilidades em relação às eventuais retenções.
Enquanto decorre a verificação física das folhas de resposta, o Ministério procura garantir que quaisquer decisões sobre classificações e eventuais reclamações fiquem sustentadas em informação confirmada e completa, evitando decisões precipitadas que possam prejudicar alunos ou docentes.