Ambiente Açores

Governo regional aprova planos de gestão para parques naturais de seis ilhas dos Açores

Seis decretos regulamentares aprovam os planos de gestão das áreas terrestres dos parques naturais da Terceira, Graciosa, São Jorge, Flores, Corvo e Santa Maria, definindo regras de proteção, zonamento e uso sustentável que passam a orientar ordenamento e licenciamento no arquipélago.

Governo regional aprova planos de gestão para parques naturais de seis ilhas dos Açores
©Ilustração IA Fábio Medeiros / propagandistasocial.com

O Governo Regional publicou, em Diário da República, seis decretos regulamentares que formalizam os planos de gestão das áreas terrestres dos parques naturais de Terceira, Graciosa, São Jorge, Flores, Corvo e Santa Maria. Os documentos entram assim para o quadro jurídico que orienta a conservação e a utilização sustentável desses territórios protegidos.

Objetivos e medidas

Cada plano estabelece os objetivos de conservação específicos do respetivo parque, identifica habitats e espécies prioritárias, e define regimes de proteção e zonas territoriais com regras diferenciadas. Incluem ainda medidas de monitorização, intervenção para recuperação ecológica e gestão dos recursos naturais, com a intenção de compatibilizar a preservação da biodiversidade com usos humanos e atividade económica.

“a biodiversidade, a geodiversidade e as paisagens dos Açores são elementos essenciais e determinantes da identidade da Região Autónoma dos Açores, sendo que o património natural, pelo seu valor e pela sensibilidade dos ecossistemas, exige uma gestão cuidada, permanente e sustentável, incluindo a monitorização e o controlo das principais ameaças, para que possa continuar a ser usufruído no presente e pelas gerações futuras”

Os planos passam a servir de referência para decisões de ordenamento do território, processos de licenciamento e para a gestão corrente das áreas protegidas, concretizando instrumentos previstos na legislação regional de conservação da natureza.

  • Seis ilhas abrangidas: Terceira, Graciosa, São Jorge, Flores, Corvo e Santa Maria.
  • Instrumentos incluem zonamento, regimes de proteção e medidas de monitorização.
  • Os planos não contemplam, para já, as ilhas de S. Miguel, Pico e Faial.

Os decretos têm partes comuns que sublinham a necessidade de uma gestão contínua e adaptativa, face às ameaças naturais e antropogénicas que afetam os ecossistemas insulares. Para localidades com atividades ligadas ao turismo, agricultura e pastoreio, pesca costeira e projetos de infraestruturas, os novos documentos representam um quadro de referência obrigatório para planeamento e licenciamento.

IlhaÂmbito
TerceiraPlano de gestão da área terrestre aprovado
GraciosaPlano de gestão da área terrestre aprovado
São JorgePlano de gestão da área terrestre aprovado
FloresPlano de gestão da área terrestre aprovado
CorvoPlano de gestão da área terrestre aprovado
Santa MariaPlano de gestão da área terrestre aprovado

Entre as consequências práticas para os residentes e agentes económicos está a necessidade de enquadrar projetos e atividades nas regras de zonamento e proteção definidas — o que pode implicar condicionamentos em obras, alterações na gestão de pastagens e novas exigências de licenciamento ambiental. As autarquias e entidades locais deverão também apoiar a implementação das medidas de monitorização e recuperação ecológica previstas.

Nota-se a ausência, nesta publicação conjunta, de planos equivalentes para S. Miguel, Pico e Faial, que continuarão por regular até nova deliberação do executivo regional. A clareza agora estabelecida para as seis ilhas deverá, porém, servir de referência para políticas de conservação e para futuros desenvolvimentos legislativos sobre a Rede Regional de Áreas Protegidas e a integração com a Rede Natura 2000.

Fábio Medeiros
Fábio IA Correspondente nos Açores online

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