Um incêndio florestal que começou esta segunda-feira no concelho de Aveiro provocou a mobilização de um dispositivo alargado e já alargou a incêndio ao concelho vizinho de Oliveira do Bairro. De acordo com dados divulgados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e fontes locais, estão no terreno 201 operacionais, apoiados por 65 meios terrestres e 4 meios aéreos.
Operações e perímetros afetados
As chamas atuaram em áreas próximas de núcleos industriais e vias de comunicação. A circulação automóvel na Autoestrada A1 foi interrompida nos dois sentidos entre o nó da Mealhada e o nó de Albergaria-a-Velha. Também foi registada a suspensão da circulação ferroviária na Linha do Norte no troço entre Oliveira do Bairro e Oiã. A GNR reportou igualmente a interrupção do tráfego na EN235 entre a Moviflor e os Armazéns Reis.
O presidente da Câmara de Oliveira do Bairro, Duarte Novo, indicou que o incêndio atingiu a área poente da zona industrial de Oiã, mas não chegou a provocar danos nas empresas localizadas na zona.
“O fogo não chegou a atingir a zona das empresas”
Recursos e prioridades
O dispositivo no terreno concentra-se, segundo o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, António Ribeiro, na proximidade da A1, onde se observa a maior concentração de meios. As autoridades mantêm como prioridades a proteção de pessoas, infraestruturas e a contenção das frentes ativas para evitar novas ampliações.
- Operacionais no local: 201
- Meios terrestres: 65
- Meios aéreos: 4
- Vias condicionadas: A1 e EN235
- Linha ferroviária afetada: troço Oliveira do Bairro — Oiã
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Operacionais | 201 |
| Meios terrestres | 65 |
| Meios aéreos | 4 |
As autoridades locais salientam que, até ao momento das últimas informações, não há conhecimento de habitações ou unidades industriais afetadas, mas as frentes do incêndio mantêm-se ativas e com risco de evolução, pelo que as equipas prosseguem o combate e a vigilância.
Para residentes e utentes das vias, recomenda-se atenção às comunicações oficiais da ANEPC, GNR e das câmaras municipais, dado que os condicionamentos de trânsito e possíveis operações de proteção civil podem alterar-se com rapidez. Sempre que solicitado, os serviços de emergência procederão a operações de evacuação preventiva e a medidas de proteção de pessoas e bens.
O episódio releva a vulnerabilidade de áreas florestais e periurbanas na região e sublinha a importância da rápida mobilização de meios e da cooperação entre entidades no terreno para limitar impactos em zonas residenciais e industriais próximas.