Subida das notas reforça tendência de procura por cursos tecnológicos
As instituições superiores vocacionadas para engenharia e tecnologia viram as suas notas de candidatura subir em 2026, com especial ênfase nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Os dados divulgados pelas universidades apontam para uma pressão crescente sobre os cursos ligados à Inteligência Artificial, Ciência de Computadores e às engenharias clássicas, refletindo tanto a procura dos candidatos como a valorização destas áreas no mercado de trabalho.
A Universidade de Ciência e Tecnologia de Hanói registou os valores mais elevados: o Programa Avançado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial teve a nota máxima de 29,54 e Ciência da Computação ficou com 29,27. No conjunto dos 68 programas da universidade, três ultrapassaram 29 pontos e 14 situaram-se acima de 28 pontos.
Também a Universidade Industrial de Hanói evidenciou aumentos significativos, com previsões de subida média das notas entre 0,75 e 1,62 pontos relativamente a 2025. Exemplos concretos incluem:
- Grupo de Tecnologia em Engenharia Elétrica, Eletrónica e Telecomunicações: 22,87 pontos (subida de 0,76);
- Grupo de Tecnologia em Engenharia Mecânica: 23,37 pontos (subida de 0,79);
- Engenharia Mecânica e Mecatrónica: 23,20 pontos (subida de 1,07).
A Universidade de Tecnologia da Universidade Nacional de Hanói apresentou um leque mais amplo, com notas de admissão que variaram entre 22 e 27,78. O curso com a nota mais elevada foi Engenharia de Controlo e Automação (27,78), enquanto o curso de Tecnologia Agrícola teve a nota de corte mais baixa (22).
| Universidade | Curso/Grupo | Nota (2026) |
|---|---|---|
| Universidade de Ciência e Tecnologia de Hanói | Ciência de Dados e IA (Avançado) | 29,54 |
| Universidade Industrial de Hanói | Engenharia Elétrica / Eletrónica / Telecomunicações | 22,87 |
| Universidade de Tecnologia (UN Hanói) | Engenharia de Controlo e Automação | 27,78 |
Estas variações não são homogéneas em todas as instituições: enquanto algumas áreas técnicas aumentaram de forma consistente, certos cursos mantêm cortes mais baixos, o que indica uma diferenciação entre disciplinas de maior procura e outras com menor pressão concorrencial. No agregado, contudo, o padrão é de subida, sobretudo nos cursos ligados a dados e software.
O reforço das notas traduz várias dinâmicas: maior procura pelos jovens pelas carreiras tecnológicas, prioridades nacionais de desenvolvimento económico e digital, e uma oferta de emprego que valoriza competências em programação, análise de dados e automação. Para os responsáveis pelos cursos, o desafio será conciliar maior exigência com políticas de acesso e formação que mantenham a inclusão social e a diversidade de perfis.
Do ponto de vista dos alunos, as notas mais altas implicam uma pressão acrescida no final do ensino secundário e um possível redirecionamento de muitos candidatos para cursos alternativos ou instituições com critérios de admissão menos exigentes. Para o sistema de ensino superior, as tendências reforçam a necessidade de ajustar capacidades formativas e de promover a atualização curricular face às exigências do mercado tecnológico.