O Partido Socialista dos Açores levantou recentemente dúvidas sobre a entrada em funcionamento do novo Parque Eólico na Ilha de Santa Maria, depois de as novas turbinas terem sido montadas no último trimestre de 2025 sem que, até ao momento, o campo esteja em exploração comercial.
Questões colocadas à Assembleia Legislativa
Em requerimento dirigido à Assembleia Legislativa, os deputados socialistas solicitam esclarecimentos sobre as razões que impediram o arranque do parque, que licenças ou autorizações se mantêm por emitir e quais os trabalhos complementares ainda por realizar para permitir a produção. A bancada do PS quer também saber qual a nova previsão temporal para o início da exploração.
“Foram recentemente concluída[s] a substituição dos antigos aerogeradores por novos equipamentos, significativamente mais eficientes, representando um investimento estratégico para aumentar a produção de energia renovável na ilha e contribuir para a prossecução das metas regionais de descarbonização”, afirmou a deputada Joana Tavares.
Os socialistas recordam, ainda, que em audição parlamentar a Empresa de Eletricidade dos Açores admitiu atrasos em vários projetos devido a constrangimentos regulamentares. Foi igualmente referido que a implementação dos sistemas de armazenamento previstos não avançou por falta de financiamento adequado.
- Pergunta sobre alternativas de financiamento equacionadas para os sistemas de armazenamento;
- Pedido de estimativa do impacto do atraso na produção anual de energia renovável da ilha;
- Questionamento sobre a redução do consumo de fuel na Central Termoelétrica de Santa Maria face ao atraso.
| Marco | Status referido |
|---|---|
| Substituição dos aerogeradores | Concluída |
| Montagem das novas turbinas | Realizada no último trimestre de 2025 |
| Entrada em funcionamento | Por determinar / Em atraso |
Do lado prático, a falta de operacionalização do parque impede que Santa Maria beneficie do aumento de produção renovável esperado com os equipamentos mais eficientes, assim como posterga ganhos na redução do consumo de combustíveis fósseis na central térmica da ilha. Para os moradores, isto significa que a ilha poderá continuar dependente de geração termoelétrica enquanto se aguardam decisões sobre licenciamento e financiamento dos sistemas de acumulação.
A oposição solicita ainda dados concretos sobre a estimativa de incorporação de renováveis no sistema elétrico insular após a entrada em exploração do parque, bem como um cálculo do impacto do atraso nas metas regionais de descarbonização.
Perante a interpelação do PS, caberá agora às entidades responsáveis pelo projecto e à administração regional responderem com prazos precisos e informação sobre eventuais soluções de financiamento para os sistemas de armazenamento, essenciais para maximizar o aproveitamento das novas turbinas e evitar perdas de energia produzida.