Expansão acelerada da mobilidade elétrica em Portugal
A rede de carregamento Mobi.E confirmou uma dinâmica de crescimento notável até julho de 2026, com um total de 6,71 milhões de carregamentos registados, o que representa um aumento homólogo de 31% face a 2025. O número de utilizadores alcançou 691 385, mais do dobro relativamente ao período homólogo anterior, segundo o comunicado divulgado pela entidade.
“mais de um milhão de carregamentos, número nunca alcançado até agora, reforçando a tendência de crescimento da mobilidade elétrica em Portugal”
O mês de julho destacou-se como um marco: entre a rede pública e privada foram contabilizadas mais de 1 000 000 de operações, um patamar inédito. No mesmo mês, a infraestrutura foi utilizada por mais de 258 000 utilizadores distintos, o que traduz um crescimento homólogo de 89% para esse indicador mensal.
O que significam estes números
Os dados divulgados pela Mobi.E apontam para três tendências claras:
- Aumento consistente da frequência de utilização da rede de carregamento;
- Expansão da base de utilizadores, com duplicação anual reportada;
- Consolidação de picos sazonais (julho) que podem exigir reforço operacional e planeamento de capacidade.
Este crescimento tem implicações práticas para operadores, autarquias e fornecedores de energia: o aumento da procura pressiona a necessidade de reforço da infraestrutura, interoperabilidade entre redes públicas e privadas, e gestão da procura para evitar congestionamentos em pontos críticos.
Dados-chave
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Total de carregamentos (até julho) | 6,71 milhões |
| Crescimento homólogo | 31% |
| Utilizadores totais | 691 385 |
| Carregamentos em julho | mais de 1 000 000 |
| Utilizadores distintos em julho | mais de 258 000 |
Para além dos operadores de rede, o setor automóvel e os consumidores beneficiam deste ambiente: maior densidade de pontos de carregamento reduz a ansiedade de autonomia e pode acelerar a intenção de compra de veículos elétricos. Contudo, é também necessária atenção às necessidades de planeamento urbano e à capacidade das redes elétricas locais para suportar cargas concentradas.
O desafio imediato para as entidades públicas e privadas é conjugar a expansão da oferta com políticas de integração e incentivos que promovam uma utilização eficiente da infraestrutura, evitando desequilíbrios entre zonas urbanas e rurais e garantindo que a rede acompanha a evolução da procura sem comprometer a qualidade do serviço.
Enquanto os números mais recentes confirmam uma trajetória positiva, a sustentabilidade desse crescimento depende de investimentos contínuos, coordenação entre operadores e reguladores, e medidas que facilitem o acesso e a fiabilidade da rede para todos os utilizadores em Portugal.