Produção eléctrica sobe e renováveis ganham peso
A Região Autónoma da Madeira registou um aumento de 4,5% na produção de energia eléctrica no primeiro semestre de 2026 face ao período homólogo, totalizando cerca de 488,8 GWh, segundo os dados de emissão de energia fornecidos pela Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) e divulgados pela DREM. O crescimento foi transversal a todas as fontes, com destaque para as renováveis.
O contributo das fontes não fósseis elevou-se, reduzindo ligeiramente a predominância da produção térmica no mix eléctrico regional. Em termos relativos, a fatia da componente térmica passou de 56,2% no primeiro semestre de 2025 para 54,0% no período homólogo de 2026, enquanto as fontes renováveis aumentaram de 43,8% para 46,0%.
- Fotovoltaica: crescimentos mais expressivos, com aumento de 21,3% na produção;
- Eólica: subida de 15,8%;
- Hídrica: crescimento de 5,1%;
- Resíduos sólidos urbanos: +0,9%;
- Térmica: incremento contido de 0,4%, apesar de representar ainda a maior parcela do abastecimento.
Uma componente que se afirma no mix regional é o gás natural, responsável por 20,7% do total emitido nos primeiros seis meses de 2026, acima dos 18,1% de idêntico período do ano anterior, com um crescimento na produção de 19,6%. Este dado sinaliza a presença consolidada desta fonte na estratégia de abastecimento eléctrico.
| Indicador | 1.º Semestre 2025 | 1.º Semestre 2026 |
|---|---|---|
| Produção total (GWh) | 488,8 | |
| Quota térmica | 56,2% | 54,0% |
| Quota renováveis | 43,8% | 46,0% |
| Gás natural (quota) | 18,1% | 20,7% |
No segundo trimestre de 2026 a emissão de energia eléctrica totalizou 241,1 GWh, um acréscimo homólogo de 3,7%. O relatório indica que, apesar do crescimento das renováveis ao longo do semestre, o comportamento do trimestre foi condicionado por uma trajectória dominada pela componente térmica, que representou quase 62,9% face às renováveis nesse período.
Para os consumidores e para os operadores locais, o reforço da produção renovável traz várias implicações práticas: potencial redução da dependência de combustíveis fósseis importados, maior estabilidade do mix energético e espaço para políticas regionais de eficiência e armazenamento. A evolução da fotovoltaica e eólica sugere também oportunidades para investimentos em infraestruturas de apoio, como sistemas de armazenamento e gestão de rede.
Estes números, divulgados pela DREM com base na informação operacional da EEM, serão relevantes nas próximas discussões regionais sobre planeamento energético, tarifação e metas de descarbonização, constituindo dados de referência para autoridades locais, empresas do sector e cidadãos interessados na transição energética da Madeira.