Abalo forte em alto mar provoca aviso regional de ondas perigosas
Um sismo de magnitude 7,4 foi registado esta sexta-feira ao largo da costa sul do México, originando um aviso do Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos sobre a possibilidade de ondas perigosas nas zonas costeiras num perímetro alargado. O tremor ocorreu em alto mar, com o epicentro localizado a cerca de 68 quilómetros a sudoeste de Tapachula.
De acordo com os dados disponíveis, o abalo deu-se às 8h48 (hora local), correspondente às 15h48 em Lisboa, e foi sentido em edifícios na Cidade da Guatemala e em áreas próximas. As primeiras informações apontam para um epicentro a aproximadamente 10 quilómetros de profundidade, uma profundidade que pode aumentar o potencial destructivo na superfície marítima.
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Magnitude | 7,4 |
| Localização do epicentro | 68 km SW de Tapachula |
| Profundidade | ~10 km |
| Aviso de tsunami | Risco de ondas perigosas até 300 km do epicentro |
"é possível que ocorram ondas de tsunami perigosas nas costas situadas num raio de 300 quilómetros do epicentro"
O alerta, citado pela agência Reuters e reproduzido por meios internacionais, sublinha a incerteza inerente aos primeiros momentos de avaliação após um abalo desta intensidade. As autoridades costeiras das regiões afectadas são instadas a monitorizar as comunicações oficiais e a preparar medidas de protecção para populações em zonas baixas ou perto do mar.
Além da resposta imediata às ameaças de tsunamis, este tipo de sismo pode causar efeitos sentidos em larga escala, incluindo vibrações em edifícios e infraestruturas em grandes cidades próximas. Relatos iniciais indicam que o tremor se fez sentir na Cidade da Guatemala e noutros pontos fronteiriços, sem ainda haver informação consolidada sobre vítimas ou danos.
As autoridades e serviços de emergência nas áreas potencialmente impactadas devem avaliar rapidamente a necessidade de evacuações costeiras e a activação de protocolos de resposta. Entre as medidas preventivas recomendadas em situações de alerta figuram:
- afastar-se imediatamente da linha costeira se forem observadas alterações incomuns ao nível do mar;
- seguir as instruções das autoridades locais e dos serviços de protecção civil;
- monitorizar canais oficiais de informação para actualizações sobre o risco de ondas e de réplicas sísmicas.
À medida que surgirem relatos oficiais sobre impactos materiais ou humanos, as autoridades regionais e internacionais actualizarão o quadro da situação. Para já, o principal foco mantém-se na vigilância costeira e na comunicação rápida para minimizar riscos às populações.