Investimento e objetivo
A Câmara Municipal de Torres Vedras procede, esta sexta-feira, à inauguração da variante rodoviária que liga a autoestrada A8 à Área Empresarial das Palhagueiras. Trata‑se de um projecto que o município classifica como estruturante para o desenvolvimento económico do concelho e da região Oeste, com um investimento que ultrapassa os 20 milhões de euros e que foi cofinanciado em parte pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Montante e financiamento
A obra foi adjudicada à empresa Construções Pragosa por um valor de empreitada de 16,7 milhões de euros (acrescido de IVA, totalizando 17,7 milhões de euros). O município estima que o custo final possa exceder os 21 milhões, atendendo a 1,8 milhões previstos para expropriações e 1,3 milhões na revisão de preços. O PRR financia a intervenção em 11,6 milhões, sendo o remanescente assegurado pela autarquia, que contraiu um empréstimo a 20 anos no montante de 14,5 milhões.
“Esta infraestrutura constitui um investimento estruturante para o desenvolvimento económico do concelho e da região Oeste, representando um investimento superior a 20 milhões de euros, cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência [PRR] através da medida destinada ao reforço das acessibilidades às Áreas de Acolhimento Empresarial.”
Motivações e efeitos locais
A variante pretende melhorar os acessos das empresas instaladas nas Palhagueiras e reduzir o trânsito, em particular a circulação de veículos pesados, na vila de A-dos-Cunhados. Segundo a Câmara, a nova via deverá reduzir custos de transporte e acelerar a ligação dos produtos locais aos mercados, o que poderá ter impacto directo na competitividade das empresas agroalimentares e logísticas do concelho.
- Redução do tráfego urbano em áreas residenciais, nomeadamente A-dos-Cunhados;
- Melhoria da acessibilidade à autoestrada A8 para empresas na Área Empresarial das Palhagueiras;
- Receio e acompanhamento de impacto ambiental e expropriações: a obra exigiu autorização que incluiu corte de sobreiros e a classificação de utilidade pública.
Contexto administrativo e ambiental
Em novembro de 2025, o Governo declarou a obra de utilidade pública, após análise que justificou a intervenção pela sua inclusão no Plano Nacional de Investimentos 2030 e pela capacidade de melhorar as ligações à A8. A decisão do executivo considerou ainda que não existiam alternativas viáveis ao traçado proposto e registou parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente no que respeita às obrigações de avaliação ambiental.
Detalhes financeiros
Os valores conhecidos permitem compor o quadro económico da obra:
| Elemento | Montante (€) |
|---|---|
| Empreitada adjudicada (sem IVA) | 16 700 000 |
| Empreitada com IVA | 17 700 000 |
| Expropriações | 1 800 000 |
| Revisão de preços | 1 300 000 |
| Financiamento PRR | 11 600 000 |
| Empréstimo municipal (20 anos) | 14 500 000 |
A obra é apresentada pela autarquia como um projecto que concilia desenvolvimento económico e necessidade de mitigar os impactos do trânsito nas localidades atravessadas pelas rotas de transporte rodoviário. Nos próximos meses, o município terá de acompanhar a operacionalização das novas vias, monitorizar o efeito sobre o tráfego em A-dos-Cunhados e garantir a integração das empresas locais nas vantagens logísticas prometidas pela infraestrutura.