O Banco Condor vai ser objecto de um estudo acústico que recorrerá à instalação de três bóias e de um hidrofone para registar os sons produzidos por animais marinhos e por embarcações. A iniciativa integra o projeto DATA Z, liderado pela Associação para o Desenvolvimento do Mar dos Açores, e pretende recolher dados que contribuam para o conhecimento do ambiente sonoro naquela área.
Objectivos e pertinência local
O registo dos sinais acústicos no Banco Condor visa mapear a presença e a actividade de espécies marinhas através do som, bem como caracterizar o ruído associado ao tráfego marítimo. Estes dados são relevantes para a monitorização ambiental e para apoiar medidas de gestão que possam reduzir conflitos entre conservação e actividade humana no mar.
Em termos práticos, as boias e o hidrofone permitem captar um leque de frequências e tipos de sinais que não são detetáveis por observação visual, sobretudo em ambiente oceânico profundo ou com condições meteorológicas adversas. A informação recolhida poderá também servir de base a estudos científicos subsequentes e a políticas locais relativas ao ordenamento do espaço marítimo.
- Equipamento: três bóias e um hidrofone.
- Área de estudo: Banco Condor (zona marítima dos Açores).
- Coordenação: Associação para o Desenvolvimento do Mar dos Açores, no âmbito do projeto DATA Z.
| Item | Função |
|---|---|
| 3 bóias | Plataformas de suporte e localização para o equipamento acústico |
| 1 hidrofone | Captura de sons subaquáticos de fauna e embarcações |
A utilização de equipamento acústico tem vindo a ganhar expressão nos Açores, uma região onde a diversidade marinha é um recurso natural e económico significativo. A monitorização acústica pode ser particularmente útil para avaliar a presença de cetáceos e outras espécies sonoras, bem como para identificar fontes de ruído persistente que afectem comportamentos animais.
Para as comunidades locais e para quem opera no mar, os resultados deste trabalho poderão ter implicações práticas: desde a definição de corredores de tráfego menos perturbadores até à calendarização de actividades humanas que reduzam o impacto sonoro em épocas críticas para a fauna.
O projeto DATA Z, ao reunir conhecimento científico e capacidades técnicas locais, pretende também reforçar a capacidade regional para monitorizar e interpretar dados oceanográficos. A iniciativa promete oferecer um conjunto de elementos técnicos que podem suportar decisões de gestão ambiental e de ordenamento marinho nos Açores.
Fontes oficiais indicam que a campanha de instrumentação será seguida de análises dos registos sonoros. A divulgação dos resultados e das recomendações que daí resultem será determinante para traduzir a investigação em medidas concretas de protecção e gestão do espaço marinho.