O concelho de Viana do Castelo destacou-se no primeiro trimestre de 2026 ao registar a maior subida média das exportações de bens entre os principais exportadores da região Norte, segundo o relatório "Norte Conjuntura" da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Dados trimestrais e comparação regional
Entre janeiro e março de 2026, o crescimento acumulado das exportações do concelho foi de quase 16%. A evolução mensal apresenta-se distribuída da seguinte forma: 9,6% em janeiro, 4,8% em fevereiro e um aumento expressivo de 33,2% em março. Em termos comparativos, a média das exportações dos 86 concelhos do Norte subiu cerca de 2,6% no mesmo período.
| Período | Viana do Castelo | Média Norte (86 concelhos) |
|---|---|---|
| 1.º trimestre 2026 (acumulado) | ~16% | 2,6% |
| Janeiro | 9,6% | — |
| Fevereiro | 4,8% | — |
| Março | 33,2% | — |
Este desempenho coloca Viana do Castelo na 7.ª posição entre os 20 concelhos mais exportadores do Norte e traduz um crescimento acumulado superior ao observado em qualquer trimestre de 2025, segundo a CCDR-N.
Contexto regional e nacional
Apesar do avanço no Norte, o relatório sublinha dinâmicas desiguais: enquanto municípios como Braga e Porto também registaram subidas significativas (10,8% e 14,3%, respetivamente), Vila Nova de Famalicão — o maior exportador da região — viu as exportações cair 5,0% face ao mesmo período de 2025. Outros concelhos com crescimentos marcantes foram Bragança (32,6%) e Gondomar (25,6%).
Em termos agregados, as exportações de bens do Norte aumentaram 2,6% no 1.º trimestre de 2026, registando o maior crescimento desde o 1.º trimestre de 2023 (quando tinham subido 8,6%). Em contraste, a nível nacional as exportações de bens descenderam 6,6% face ao mesmo período de 2025.
Impacto local e perspetivas
Para Viana do Castelo, um concelho com forte vocação industrial e logística, estes números confirmam uma trajectória positiva que já vinha de vários trimestres. O ritmo de crescimento, especialmente o pico em março, poderá refletir encomendas pontuais, alterações na cadeia de valor ou recuperação de mercados externos. Para a população e agentes económicos locais, a manutenção desta tendência é relevante por via do alcance à produção, emprego e receitas locais.
- Viana do Castelo mantém-se entre os principais exportadores do Norte (7.º lugar).
- O aumento de quase 16% no 1.º trimestre é superior à média regional (2,6%).
- Há divergência entre tendência regional (positiva) e nacional (queda de 6,6%).
Os próximos relatórios trimestrais e a divulgação por setores e mercados serão determinantes para perceber se este crescimento se consolidará ao longo de 2026 ou resulta de efeitos temporários. Para empresas, trabalhadores e autarquias locais, a leitura detalhada dos dados permitirá orientar políticas de apoio, capacitação e promoção externa que reforcem a competitividade do tecido produtivo vianense.