Mercado nacional reagiu a notícia sobre negociações entre Washington e Teerão
A sessão de segunda-feira na Bolsa de Lisboa abriu em queda, refletindo movimentos nos mercados internacionais e uma forte descida do petróleo. O principal índice acionista situou-se nos 9.103,48 pontos, correspondente a uma retração de 0,14% face ao fecho anterior. Entre os principais títulos, a petrolífera Galp Energia apresentou a maior descida, enquanto houve também quedas notáveis em outros setores.
O comportamento dos ativos nacionais veio numa manhã marcada pela queda dos preços do crude, depois de declarações do Presidente dos Estados Unidos sobre o arranque de negociações com o Irão e a perspetiva de um possível acordo sobre o Estreito de Ormuz.
“iminent”
Na bolsa portuguesa, as maiores perdas foram registadas por:
- Galp Energia — desvalorização para 19,29 euros (-2,06%);
- Ibersol — cotada a 9,56 euros (-0,52%);
- EDP — fixou-se em 4,44 euros (-0,47%).
Em contrapartida, alguns títulos negociaram em verde, com destaque para a Mota-Engil e para o BCP, que avançaram no início da sessão.
| Empresa | Preço (euros) | Variação |
|---|---|---|
| Galp Energia | 19,29 | -2,06% |
| Ibersol | 9,56 | -0,52% |
| EDP | 4,44 | -0,47% |
| Mota-Engil | 4,71 | +1,68% |
| BCP | 1,07 | +0,61% |
Ao nível europeu, o comportamento foi misto, com as principais praças a registarem maioritariamente ganhos: o DAX subiu e o CAC 40 também valorizou, enquanto o FTSE 100 apresentou ligeira retração. Estes movimentos ilustram a reação diferenciada dos investidores à notícia das negociações diplomáticas e às perspetivas para o fornecimento energético.
Quanto aos mercados de crude, o Brent caiu para cerca de 82,80 dólares por barril (-5,83%) e o WTI situou-se próximo dos 79,10 dólares (-6,58%). A descida dos preços do petróleo contribuiu para a pressão sobre as ações de empresas ligadas ao setor energético em Lisboa.
Para residentes e investidores no distrito de Lisboa, estas variações traduzem-se em duas consequências práticas imediatas: maior volatilidade para carteiras com exposição a valores energéticos e impacto potencial nas avaliações de empresas com actividades dependentes do preço do crude. A evolução de hoje dependerá dos desenvolvimentos nas conversações internacionais e dos indicadores económicos que serão divulgados ao longo da semana.