O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, anunciou na reunião pública desta quinta-feira um pacote de medidas estruturantes para fazer face ao problema da limpeza urbana, que classificou como «a nossa maior prioridade e também o nosso maior desafio».
Perante o estado atual dos serviços de higiene pública, o executivo vai implementar várias ações operacionais e organizacionais com o objetivo de melhorar a resposta municipal e reduzir os constrangimentos sentidos pelos munícipes.
Medidas anunciadas
Entre as ações divulgadas pela Câmara estão:
- disseminação da recolha porta-a-porta ou de soluções equivalentes;
- retoma, a partir de 1 de agosto, dos contratos de prestação externa de serviços com três equipas especializadas em higiene urbana;
- descentralização de meios e competências para as juntas de freguesia, aprovada por unanimidade;
- reforço da frota municipal dedicada à área;
- reestruturação da recolha de resíduos volumosos e criação de espaços de entrega;
- constituição de uma equipa própria para a gestão e implementação das medidas.
O autarca explicou que a Câmara realizou uma «campanha da primavera» que teve um efeito temporário na mitigação do problema, mas que as circunstâncias recentes obrigam a uma resposta mais estruturante e duradoura.
«A limpeza urbana é a nossa maior prioridade e é também o nosso maior desafio», afirmou Carlos Zorrinho.
Na reunião, representantes dos partidos municipais reagiram às iniciativas anunciadas. A vereadora do PSD, Fernanda Barreiros, saudou qualquer intervenção que contribua para a melhoria dos níveis de higiene, mas apelou à calendarização de resultados concretos para que os munícipes sintam melhorias palpáveis. A autarca social-democrata voltou a referir problemas persistentes como contentores sobrelotados, atrasos na recolha de monos e de resíduos verdes e deficiências na manutenção do espaço público.
Já o vereador da CDU, Alexandre Varela, manifestou acordo com as medidas, sublinhando que algumas já figuravam em programas anteriores, mas reforçou a necessidade de acompanhamento e continuidade na execução.
Impacto local e prazos
O anúncio de retomar contratos externos e de descentralizar meios para as juntas de freguesia aponta para uma atuação que combina serviços contratados e responsabilidade local, com início operacional previsto para 1 de agosto — data em que entram em vigor as equipas externas anunciadas. Para além do cronograma, a eficácia das medidas dependerá de fatores como o reforço da frota e a capacidade técnica das equipas locais.
| Medida | Objetivo | Prazo indicado |
|---|---|---|
| Recolha porta-a-porta | Melhorar frequência e cobertura | Imediato / faseamento |
| Contratos externos (3 equipas) | Aumentar capacidade operacional | 1 de agosto |
| Descentralização para juntas | Mais autonomia e meios locais | Aprovada (execução a definir) |
Para os habitantes de Évora, as medidas prometem maior regularidade na recolha de resíduos e atuação mais célere sobre pontos críticos. No entanto, a oposição pediu indicadores temporais para avaliar quando e como essas melhorias serão percebidas no terreno.
O município comprometeu-se ainda a criar mecanismos de gestão para monitorizar a implementação das medidas, destacando a constituição de uma equipa dedicada a essa função. A transparência sobre prazos concretos e os resultados finais será determinante para que a população avalie se as ações revelam-se suficientes para inverter o quadro de reclamações sobre higiene urbana.