Uma sessão solene realizada na cidade da Horta marcou os 50 anos da instalação da primeira Assembleia Regional dos Açores. O encontro reuniu líderes parlamentares atuais e vários deputados que integraram a primeira legislatura, numa evocação do momento fundacional da autonomia regional.
Recordar a comissão inaugural
Em 1976 foram eleitos, para a Assembleia então instalada na Horta, 43 deputados, representando três forças políticas: PPD, PS e CDS. A cerimónia procurou não só relembrar a composição política daquela primeira legislatura, como também sublinhar o papel daquela formação institucional na consolidação do regime autonómico nos Açores.
O ato comemorativo decorreu precisamente na sala onde teve lugar a instalação original do Parlamento regional, reforçando o valor simbólico do espaço enquanto memória viva das instituições açorianas. A presença de antigos deputados e dos actuais responsáveis parlamentares conferiu à sessão um traço de continuidade entre gerações políticas.
Impacto local e institucional
Para os cidadãos e para os órgãos de soberania regional, a sessão serviu como momento de reflexão sobre os caminhos percorridos desde 1976 e sobre os desafios que persistem para a eficácia e proximidade do poder legislativo regional. Instituições e representantes sublinharam a importância de manter uma relação próxima com as comunidades e de preservar a memória democrática.
- Data histórica: instalação da Assembleia Regional em 1976.
- Número de deputados: 43 eleitos na primeira legislatura.
- Partidos representados: PPD, PS e CDS.
A programação pública em torno desta efeméride incluiu homenagens direccionadas aos protagonistas da época e intervenções destinadas a contextualizar os desenvolvimentos legais e políticos que permitiram a autonomia. A escolha da Horta para a sessão reforça a herança institucional e a descentralização simbólica inerente à construção autonómica.
Mais do que uma celebração formal, a iniciativa funcionou como convite à avaliação crítica do percurso institucional, lembrando que a consolidação da autonomia depende da participação cívica, da eficácia das estruturas representativas e da capacidade de resposta às necessidades das ilhas.