Lisboa mantém-se entre os mercados residenciais prime europeus mais resilientes
O mais recente relatório Global Residential Signals, elaborado pela Knight Frank em parceria com a consultora portuguesa Quintela + Penalva, aponta para um crescimento do preço do segmento residencial prime em Lisboa de 4,5% em 2026, seguindo-se uma previsão de estabilização com uma valorização de 3,5% em 2027. Estes números posicionam a cidade no 7.º lugar entre as 20 cidades analisadas a nível global e colocam Lisboa à frente de mercados europeus como Paris, Londres, Zurique e Frankfurt.
O relatório destaca, de forma particular, o papel da procura internacional na dinâmica do segmento de topo da capital. A atratividade para compradores estrangeiros, conjugada com uma oferta limitada e características associadas à qualidade de vida, são apontadas como fatores que sustentam o comportamento mais favorável dos preços em Lisboa e na Linha do Estoril.
“O posicionamento de Lisboa entre os mercados residenciais prime com melhor desempenho confirma a crescente relevância internacional da cidade como destino para investimento imobiliário de qualidade”,
— Carlos Penalva, sócio fundador da Quintela + Penalva e parceiro da Knight Frank.
Para os moradores e agentes económicos locais, a tendência implica consequências concretas: pressão sobre a oferta habitacional em áreas centrais, possibilidades de valorização de património, e impactos nos mercados de arrendamento e serviços associados ao imobiliário de luxo. A previsão de maior dinamismo na segunda metade do ano, com aumento da procura e do volume de transações, sugere atenção por parte de promotores, investidores e autarquias.
- 2026: crescimento estimado de 4,5%.
- 2027: estabilização com previsão de 3,5% de valorização.
- Posição: Lisboa em 7.º lugar entre 20 cidades analisadas; à frente de Paris, Londres, Zurique e Frankfurt.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Crescimento 2026 | 4,5% |
| Valorização prevista 2027 | 3,5% |
O relatório refere ainda que, globalmente, cidades asiáticas como Seul, Tóquio e Hong Kong lideram o ranking, mas realça que Lisboa se destaca no contexto europeu. Para os residentes, a leitura prática passa por acompanhar decisões de política urbana e fiscal, oferta de habitação acessível e estratégias dos operadores privados — fatores que poderão atenuar ou amplificar os efeitos da valorização no mercado local.
Na esfera pública, a tendência reforça a necessidade de políticas que conciliem atração de investimento com medidas de inclusão habitacional. No mercado privado, agentes imobiliários e compradores internacionais deverão continuar a condicionar preços e liquidez em bairros onde a oferta é mais reduzida.