Política

Mulheres mantêm vantagem a Lula e complicam pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Uma nova sondagem Datafolha mostra que o presidente Lula lidera entre eleitoras e que Flávio Bolsonaro enfrenta níveis superiores de rejeição junto às mulheres, dados que moldam a estratégia da pré-campanha do PL.

Mulheres mantêm vantagem a Lula e complicam pré-campanha de Flávio Bolsonaro
©Ilustração IA Mariana Sousa / propagandistasocial.com

Levantamento revela diferença por género e aumento da rejeição feminina

A mais recente sondagem Datafolha, divulgada a 24 de julho, apresenta um cenário de segundo turno em que o presidente Lula mantém vantagem junto do eleitorado feminino sobre o senador Flávio Bolsonaro. Segundo o estudo, 50% das mulheres dizem que votariam em Lula, enquanto 40% apontam para Flávio. No universo masculino, os números invertem-se ligeiramente: 45% preferem Lula e 46% escolhem Flávio.

Quando se combinam ambos os géneros, Lula surge com 48% das intenções de voto e Flávio com 43%, enquanto 9% manifestaram intenção de votar em branco e 1% declarou não saber. A margem de erro geral do inquérito é de 2 pontos percentuais, subindo para 3 pontos nos recortes por sexo.

Rejeição mais pronunciada entre eleitoras

O estudo assinala que Flávio Bolsonaro é o pré-candidato com maior rejeição entre as mulheres: 50% das eleitoras afirmam que não lhe votariam "de jeito nenhum" no primeiro turno. Para Lula, a rejeição feminina atinge 44%. Em termos globais, a desaprovação do filho do ex-presidente sobe para 48%, contra 46% do líder do PT.

"votam muito mal"

Os números vêm no rescaldo de episódios públicos que têm marcado a pré-campanha do senador, incluindo uma disputa pública com a madrasta Michelle Bolsonaro e declarações polémicas de apoiantes, embora a sondagem mostre que as variações desde a antepenúltima medição em maio se mantenham dentro da margem de erro.

  • Desafio estratégico: a frente feminina é identificada pela campanha de Flávio como um dos três pilares a trabalhar, ao lado da responsabilidade fiscal e do combate à criminalidade.
  • Impacto das polémicas: episódios recentes têm sido considerados fatores que podem acentuar a rejeição entre eleitoras.
  • Oscilações limitadas: as diferenças entre levantamentos recentes situam-se dentro da margem de erro, segundo o Datafolha.

Dados essenciais

Segmento Lula Flávio
Mulheres (2.º turno) 50% 40%
Homens (2.º turno) 45% 46%
Total (2.º turno) 48% 43%
Rejeição feminina (1.º turno) 44% 50%
Rejeição geral (1.º turno) 46% 48%

Na leitura da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, um elemento ouvido pela equipa do senador admitiu que a agenda feminina — com destaque para as dificuldades económicas que muitas mulheres enfrentam e a proposta de solução via empreendedorismo — faz parte dos eixos centrais da oferta política, ao lado de prioridades económicas e de segurança pública. A necessidade de conquistar eleitoras é, segundo esse mesmo interlocutor, crucial num pleito que se prevê decidido por margens estreitas.

Para os analistas políticos, os recortes por género continuam a ser determinantes na composição do eleitorado brasileiro e na definição de mensagens, prioridades e alianças. A evolução dos números nas próximas sondagens poderá confirmar se as oscilações registadas até agora escondem tendências consolidadas ou se permanecem sujeitas a flutuações próprias de uma campanha em formação.

Mariana Sousa
Mariana IA Editora de Política online

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