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Preço da habitação dispara: Lisboa lidera com quase 4.875€/m² e região aproxima-se dos 5.000€

Os dados do INE para 2025 mostram um aumento homólogo de 16,8% no preço mediano de alojamentos e colocam Lisboa como o município mais caro do país, com impactos diretos no acesso à habitação na área metropolitana.

Preço da habitação dispara: Lisboa lidera com quase 4.875€/m² e região aproxima-se dos 5.000€
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

Subida generalizada pressiona mercado e bolsos das famílias

Os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) colocam o setor da habitação no centro das preocupações em Lisboa e na região envolvente. Em 2025, o preço mediano dos alojamentos familiares situou-se nos 2.076 € por metro quadrado, traduzindo uma subida de 16,8% face ao ano anterior. A região da Grande Lisboa continua a destacar-se com valores bem acima da média nacional.

No conjunto dos municípios, foram 56 aqueles cujo preço mediano excedeu o valor nacional, concentrando-se essencialmente nas sub-regiões da Grande Lisboa, Península de Setúbal, Algarve e Área Metropolitana do Porto. Para os habitantes do distrito de Lisboa, a leitura mais direta é que a pressão sobre preços e rendas se mantém, dificultando a entrada de novos compradores e aumentando o custo de vida local.

  • Lisboa: 4.875 €/m² — o valor mais elevado do país.
  • Cascais: 4.550 €/m².
  • Oeiras: 4.187 €/m².
  • Loulé: 3.993 €/m² (Algarve).
  • Lagos: 3.801 €/m² (Algarve).

A leitura por sub-regiões revela que a Grande Lisboa manteve-se em patamares muito superiores ao resto do país, com um preço mediano de 3.439 €/m². A Península de Setúbal e a Região Autónoma da Madeira também apresentaram valores destacados: 2.596 €/m² e 2.500 €/m², respetivamente. No Norte, a Área Metropolitana do Porto registou 2.305 €/m².

Área / Município Preço mediano (€ / m²)
Lisboa (município) 4.875
Cascais 4.550
Oeiras 4.187
Loulé 3.993
Lagos 3.801

Para os residentes do distrito de Lisboa, estes números significam consequências práticas: aumento das rendas, maior dificuldade de aquisição para jovens e famílias, e pressão para deslocação para municípios periféricos com preços mais baixos. O facto de todos os nove municípios da Grande Lisboa terem preços medianos acima da média nacional sublinha a dimensão metropolitana do fenómeno.

Do ponto de vista do mercado, a subida pode refletir escassez de oferta qualificada face à procura, custos de construção em alta e alterações nos fluxos de investimento. A leitura destes indicadores servirá de referência para políticas públicas locais e regionais, principalmente no que toca a habitação acessível, planeamento urbano e medidas de regulação do mercado de arrendamento.

Para quem vive na cidade e na área metropolitana, a informação é útil para orientar decisões: avaliar opções de compra ou arrendamento com base em preços médios actualizados, considerar alternativas fora do eixo central e acompanhar eventuais medidas municipais ou estaduais de apoio à habitação.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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