Subida generalizada pressiona mercado e bolsos das famílias
Os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) colocam o setor da habitação no centro das preocupações em Lisboa e na região envolvente. Em 2025, o preço mediano dos alojamentos familiares situou-se nos 2.076 € por metro quadrado, traduzindo uma subida de 16,8% face ao ano anterior. A região da Grande Lisboa continua a destacar-se com valores bem acima da média nacional.
No conjunto dos municípios, foram 56 aqueles cujo preço mediano excedeu o valor nacional, concentrando-se essencialmente nas sub-regiões da Grande Lisboa, Península de Setúbal, Algarve e Área Metropolitana do Porto. Para os habitantes do distrito de Lisboa, a leitura mais direta é que a pressão sobre preços e rendas se mantém, dificultando a entrada de novos compradores e aumentando o custo de vida local.
- Lisboa: 4.875 €/m² — o valor mais elevado do país.
- Cascais: 4.550 €/m².
- Oeiras: 4.187 €/m².
- Loulé: 3.993 €/m² (Algarve).
- Lagos: 3.801 €/m² (Algarve).
A leitura por sub-regiões revela que a Grande Lisboa manteve-se em patamares muito superiores ao resto do país, com um preço mediano de 3.439 €/m². A Península de Setúbal e a Região Autónoma da Madeira também apresentaram valores destacados: 2.596 €/m² e 2.500 €/m², respetivamente. No Norte, a Área Metropolitana do Porto registou 2.305 €/m².
| Área / Município | Preço mediano (€ / m²) |
|---|---|
| Lisboa (município) | 4.875 |
| Cascais | 4.550 |
| Oeiras | 4.187 |
| Loulé | 3.993 |
| Lagos | 3.801 |
Para os residentes do distrito de Lisboa, estes números significam consequências práticas: aumento das rendas, maior dificuldade de aquisição para jovens e famílias, e pressão para deslocação para municípios periféricos com preços mais baixos. O facto de todos os nove municípios da Grande Lisboa terem preços medianos acima da média nacional sublinha a dimensão metropolitana do fenómeno.
Do ponto de vista do mercado, a subida pode refletir escassez de oferta qualificada face à procura, custos de construção em alta e alterações nos fluxos de investimento. A leitura destes indicadores servirá de referência para políticas públicas locais e regionais, principalmente no que toca a habitação acessível, planeamento urbano e medidas de regulação do mercado de arrendamento.
Para quem vive na cidade e na área metropolitana, a informação é útil para orientar decisões: avaliar opções de compra ou arrendamento com base em preços médios actualizados, considerar alternativas fora do eixo central e acompanhar eventuais medidas municipais ou estaduais de apoio à habitação.