O exame de admissão universitária de 2026 revelou uma tendência clara: a procura por formações nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) continuou a subir de forma pronunciada. Segundo os dados compilados, foram inscritas 467.590 pessoas em cursos destas áreas, correspondendo a 53,4% do total de candidaturas registadas a nível nacional — um indicador de que as tecnologias e carreiras científicas ganham cada vez mais atractivo entre os jovens.
O que indicam os números
Os números mostram não só preferência quantitativa, mas também concentração em determinados ramos: Ciência da Computação e Tecnologias de Informação lideraram o interesse, com 154.016 candidatos e mais de 415.000 candidaturas associadas. Além disso, áreas estratégicas como microchips e semicondutores, inteligência artificial e ciência de dados apresentaram critérios de admissão elevados, com várias notas de corte acima de 22,5 e alguns cursos com médias superiores a 25.
- Total de candidatos STEM: 467.590 (53,4% do total)
- Total de candidaturas: mais de 2,36 milhões
- Ciência da Computação / TI: 154.016 candidatos, >415.000 candidaturas
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Candidatos STEM | 467.590 |
| Percentagem do total | 53,4% |
| Total de candidaturas | 2,36 milhões |
| Candidatos em Ciência da Computação / TI | 154.016 |
Implicações para escolas, universidades e famílias
O crescimento da procura por cursos STEM tem vários efeitos práticos. As instituições de ensino superior poderão ter de reajustar vagas, reforçar professores e infraestruturas laboratoriais e rever planos curriculares para responder à procura e às exigências de programas de ponta. Para as escolas secundárias e serviços de orientação vocacional, isto significa preparar melhor os alunos para percursos científicos, potenciando preparação em matemática, programação e trabalho experimental.
Para famílias e estudantes, a mensagem é dupla: por um lado, há mais oportunidades de colocação em cursos com forte empregabilidade; por outro, as médias de acesso em cursos muito concorridos continuam elevadas, exigindo uma preparação mais estratégica das candidaturas. Áreas emergentes como inteligência artificial, ciência de dados e microeletrónica destacam‑se não só pela procura, mas também pelas notas de acesso exigentes.
O que observar no calendário e próximos passos
Quem se prepara para futuras admissões deve acompanhar prazos oficiais das fases de ingresso, requisitos específicos de cada grupo de cursos e eventuais alterações regulamentares que definam grupos estratégicos de formação. Universidades e entidades públicas vão ainda divulgar informações sobre vagas, testes e processos complementares — passos determinantes para os candidatos que ambicionam cursos com elevada procura.
Em suma, a tendência de 2026 confirma que o percurso STEM deixou de ser uma opção marginal e converteu‑se numa escolha maioritária para muitos candidatos. Ajustamentos na oferta formativa, reforço de equipamentos e políticas de orientação serão-chave para transformar este interesse em qualificações sólidas e alinhadas com as necessidades do mercado de trabalho.