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Esclarecimentos exigidos sobre bagacina do terreno da nova cadeia de Ponta Delgada

Deputados do Chega/Açores pedem à Assembleia Legislativa informações detalhadas sobre a origem, destino e gestão da bagacina retirada da Mata das Feiticeiras, no terreno onde está projetada a nova prisão de São Miguel.

Esclarecimentos exigidos sobre bagacina do terreno da nova cadeia de Ponta Delgada
©Ilustração IA Fábio Medeiros / propagandistasocial.com

Pedido de esclarecimentos centra-se na Mata das Feiticeiras

Os deputados do Chega/Açores questionaram formalmente o destino da bagacina retirada do terreno onde deverá ser construída a nova cadeia de Ponta Delgada, situado na Mata das Feiticeiras, concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel. O requerimento foi dirigido à Assembleia Legislativa dos Açores e refere que a obra, anunciada em 2017, se encontra atualmente parada.

No documento, os parlamentares colocam um conjunto de perguntas sobre o processo de extração do material inerte e sobre os passos seguintes para que a empreitada possa avançar. As autoridades regionais são instadas a esclarecer aspectos técnicos, financeiros e administrativos relacionados com a intervenção no terreno.

"A transparência na gestão dos recursos públicos é um dever para com os açorianos", afirmou o líder parlamentar do Chega, José Pacheco.

Perguntas apresentadas ao Governo Regional

Entre as solicitações dirigidas à Assembleia constam pedidos de informação sobre a quantidade de bagacina já removida e a que ainda falta retirar, bem como o destino do material já extraído — se foi depositado, reutilizado, cedido ou vendido — e quem terá sido beneficiário dessa operação. O requerimento questiona ainda se houve valorização económica resultante da utilização da bagacina.

  • Quantidade de bagacina já removida e por remover;
  • Destino e eventual comercialização ou reutilização do material;
  • Custos suportados, valor final previsto para a empreitada e entidades responsáveis pela fiscalização técnica.

Os deputados pedem igualmente que seja clarificada a conformidade dos procedimentos administrativos, ambientais e financeiros com a legislação em vigor e se o Governo Regional considera que todo o processo decorreu em conformidade com a lei. Solicita-se, por fim, informação sobre as entidades que fiscalizaram os trabalhos técnicos.

Impacto local e expectativas de transparência

O tema assume relevo para os residentes de Ponta Delgada e da Lagoa porque envolve um projecto público de dimensão relevante anunciado há anos e que não apresenta resultados visíveis, segundo o próprio requerimento. A pergunta central é como foi gerida a bagacina e se a sua movimentação implicou custos, ganhos ou irregularidades que devam ser esclarecidos.

Questão Pedido no requerimento
Quantidade de material Especificar o volume já removido e o que falta retirar
Destino do material Informar se foi depositado, reutilizado, cedido ou vendido e a quem
Custos e fiscalização Detalhar custos suportados, valor final previsto e entidades responsáveis pela fiscalização técnica

O líder parlamentar do Chega enfatiza no requerimento que, perante investimentos de milhões de euros sem resultados visíveis, as entidades públicas têm a obrigação de prestar contas de forma clara e completa. Ainda que o documento afirme que não necessariamente exista um ilícito, sublinha que suspicácias devem ser investigadas e, caso não haja crime, que sejam apuradas responsabilidades políticas e administrativas.

Para os habitantes de Ponta Delgada, a resposta do Governo Regional a este requerimento será determinante para perceber não só o estado do projecto da nova cadeia, como também se houve gestão adequada de materiais e de verbas públicas associadas à obra.

Fábio Medeiros
Fábio IA Correspondente nos Açores online

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